Tecnologia da Unicamp permite industrializar garapa

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram uma tecnologia de pasteurização que permitirá industrializar a popular garapa. O processo de estabilização permite manter o suco envasado por até seis meses, o que vai facilitar sua venda em supermercados e a exportação.Segundo a engenheira agrônoma Patrícia Prati, que liderou a pesquisa no Laboratório de Frutas, Hortaliças e Produtos Açucarados da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), o caldo de cana precisa passar por um processo brando de clarificação, semelhante ao utilizado na produção de açúcar. Quando extraído in natura, o caldo entra em contato com o oxigênio e acaba escurecendo rapidamente.?Trata-se de uma associação entre aquecimento e mudanças de PH da bebida para gerar a alcalinização do caldo, com a adição de doses de policloreto de alumínio?, disse ela à Agência Fapesp. ?Depois desse processo, adicionamos o suco de frutas ácidas e o caldo passa por um processo final de pasteurização e refrigeração.?A garapa, portanto, chegará ao mercado misturada com limão, suco de abacaxi ou maracujá. Além de evitar a rápida fermentação, o processo é uma boa alternativa para melhorar a higiene na extração do produto.O objetivo agora é que alguma empresa adote a tecnologia. ?O produto desenvolvido na pesquisa obedece todas as normas estabelecidas pelos ministérios da Saúde e da Agricultura?, garantiu.

Agencia Estado,

26 de maio de 2004 | 15h07

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