Telescópio captura imagem de rios de gás em nebulosa

A imagem do Spitzer é uma visão em infravermelho da região espacial M17, ou nebulosa do Cisne

da Redação,

08 de dezembro de 2008 | 18h30

Uma nova imagem do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, mostra uma turbulenta região de formação de estrelas, onde rios de gás e ventos estelares erodem massas aglomeradas de poeira. A imagem oferece, segundo os técnicos da Nasa, o melhor exemplo já visto das ondulações do gás, ou choques de arco, que se formam ao redor de estrelas em ambientes tumultuados.   "As estrelas são como rochas em um rio", disse Matt Povich, da Universidade de Wisconsin, Madison, à Nasa. "Ventos potentes das estrelas mais massivas no centro da nuvem produzem um grande fluxo de gás em expansão. Esse gás então se acumula, com poeira, diante dos ventos que sopram de outras estrelas, resistindo ao fluxo". Povich é o principal autor de um artigo que descreve as novas descobertas, na edição de 10 de dezembro do Astrophysical Journal.   A imagem do Spitzer é uma visão em infravermelho da região espacial M17, ou nebulosa do Cisne. Ela fica a 6 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Sagitário.    O centro de Cisne é dominado por um grupo de estrelas de grande massa, algumas com mais de 40 vezes a massa do Sol. Essas estrelas centrais são de 100 mil vezes a 1 milhão de vezes mais brilhantes que o Sol, e emitem radiação e ventos intensos. Tanto o vento quanto a radiação penetram fundo, escavando uma cavidade no centro da imagem - um processo contínuo que, acredita-se, causa o nascimento de novas estrelas.   O crescimento da cavidade empurra o gás contra os ventos que sopram de outras estrelas gigantes, causando arcos de choque, três dos quais aparecem na nova foto.

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