Telescópio perdido de Einstein vira atração em universidade

Instrumento foi dado de presente ao cientista, e sua base parece ser uma peça tirada do Exército alemão

AP,

23 de setembro de 2008 | 19h18

Estudantes e visitantes da Universidade Hebraica de Jerusalém poderão olhar para as estrelas pela lente de um telescópio que pertenceu a Albert Einstein e que foi considerado perdido.   O famoso físico que desenvolveu a Teoria da Relatividade ganhou o telescópio em 1954, um ano antes de morrer. A peça foi um presente de um amigo chamado Zvi Gizeri, que provavelmente construiu o instrumento com as próprias mãos, disseram representantes da universidade.   Não se sabe se Einstein chegou a usá-lo com freqüência, mas uma demonstração para jornalistas revelou que ele ainda funciona bem o bastante para mostrar cinco das luas de Júpiter e faixas na superfície do planeta.   Após três anos e cerca de US$ 10 mil em reparos, o telescópio deverá entrar em exibição pública nesta quinta-feira, 25.   Einstein, que foi um dos fundadores da Universidade Hebraica, deixou seus papéis pessoais para a instituição. Havia rumores de que havia deixado também um telescópio, mas foi preciso trabalho de detetive e sorte para encontrá-lo.   O velho telescópio refletor - que usa espelhos para coletar a luz vinda do céu - é desajeitado para os padrões modernos. O longo tubo negro de 20 centímetros de diâmetro e dois metros de comprimento está apoiado numa base quem segundo especialistas, pode ter pertencido ao Exército alemão.   Trata-se de uma base exclusiva, reconhecível em uma fotografia de Einstein ao lado do telescópio, e ela, juntamente com a assinatura de Gizeri em um dos espelhos,  foi o que permitiu autenticar o instrumento.

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