Telescópios descobrem galáxia com 'baby boom' de estrelas

A galáxia remota esteve lançando novas estrelas a uma taxa de 4.000 por ano há 12 bilhões de anos

Reuters

10 de julho de 2008 | 20h09

Telescópios que contemplam astros localizados mais de 12 bilhões de anos no passado encontraram uma "fábrica de estrelas" - uma galáxia produzindo tantas estrelas novas que foi apelida de galáxia "baby boom". A galáxia remota está - ou esteve - lançando novas estrelas a uma taxa de 4.000 por ano. Em comparação, a nossa Via Láctea fabrica apenas 10 estrelas por ano, reportou a Nasa na quarta-feira, 9.  "Essa galáxia está passando por um enorme baby boom, produzindo a maior parte de suas estrelas ao mesmo tempo", disse Peter Capak, do Centro Spitzer de Ciência da Nasa. "Se nossa população humana fosse produzida em um boom similar, então a maior parte das pessoas vivas hoje teriam a mesma idade", disse. Escrevendo para o Astrophysical Journal Letters, Capak e seus colegas disseram ter usado diversos telescópios, incluindo o Spitzer e o Hubble, para encontrar a antiga galáxia, que pertence à classe de galáxias chamadas "starbursts", ou de geração explosiva de estrelas. Essa galáxia está a 12,3 bilhões de anos-luz da Terra. O universo tem 13,4 bilhões de anos, portanto a galáxia já estava produzindo estrelas quando o universo tinha apenas 1,3 bilhão de anos.  "Antes, nós apenas tínhamos visto galáxias formarem estrelas assim no universo 'adolescente', mas essa galáxia está formando enquanto o universo é apenas uma 'criança'", disse Capak. "A pergunta agora é se a maioria das maiores galáxias se formaram cedo no universo ou se esse é um caso excepcional."

Tudo o que sabemos sobre:
ciênciaespaçoNasa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.