Terapia genética para câncer do cérebro funciona em ratos

Centro Médico Cedars-Sinai consegue avanços em terapia sem efeitos colaterais na cura do câncer

Da Redação,

25 de fevereiro de 2008 | 17h59

Uma nova terapia genética que atrai e "treina" células do sistema imunológico para destruir células de câncer do cérebro proporciona imunidade a longo prazo, não causa nenhum efeito colateral significativo e, ao destruir o tumor, promove um retorno à função e comportamento cerebral normal, de acordo com um estudo conduzido por cientistas do Centro Médico Cedars-Sinai.   O experimento foi realizado em ratos criados para desenvolver uma forma de glioblastoma multiforme (GBM). Segundo nota divulgada pelo Cedars-Sinai, o estudo abre caminho para a realização de testes em humanos ainda neste ano. Os resultados do estudo estão descritos na edição de fevereiro da Molecular Therapy, periódico da Associação Americana de Terapia Genética.   "Esses resultados parecem ser um marco significativo para a criação de um tratamento efetivo para glioblastoma multiforme", disse Maria Castro, principal pesquisadora do estudo, ainda de acordo com a nota. "Essa terapia aumentou significativamente a taxa de sobrevivência, induziu imunidade duradoura a tumores e resolveu as anormalidades neuropatológicas causadas por tumores, que têm sido um obstáculo para muitos tratamentos promissores".   Os pesquisadores usaram um vírus desprovido de seus genes causadores de doenças como veículo para levar duas proteínas terapêuticas diretamente para dentro das células do tumor. As células do câncer foram destruídas pela ação SDE uma proteína derivada do vírus da herpes. Outra proteína atraía células dendríticas para dentro do cérebro.   Células dendríticas limpam os restos das células mortas e, no processo, alertam o sistema imunológico para a existência de entidades estranhas, ou antígenos - no caso, o câncer. Em seguida, células imunológicas recém-"educadas" vão até as células do tumor para destruí-las.

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