Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Superlua aparecerá nesta quarta pela última vez em 2019

Melhor horário para observar o satélite natural será a partir das 22h, quando estará 100% iluminado; confira dicas de astrônomo da Nasa e saiba como ver

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2019 | 10h46

SÃO PAULO - A terceira e última superlua deste ano vai aparecer nesta quarta-feira, 20, na América do Sul e Norte, segundo a Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa). O melhor horário para observar o satélite natural será a partir das 22h, quando estará 100% iluminado.

Neste ano, já ocorreram duas superluas: uma em 21 de janeiro (Lua de Sangue) e outra em 19 de fevereiro. O fenômeno ocorre quando a Lua atinge o perigeu, ponto da órbita mais próximo da Terra. Além disso, a Terra e a Lua se alinham, criando um eclipse lunar total. 

De acordo com Eduardo Cypriano, professor do Departamento de Astronomia da USP, a Lua aparece maior e mais brilhante quando atinge o perigeu. "A superlua é quando ao mesmo tempo a Lua está cheia e no ponto mais próximo da Terra de sua órbita. O fenômeno estará visível a noite toda", explica Cypriano.

Horário da superlua

Segundo a Nasa, a o melhor horário para observar o fenômeno será a partir das 22h. A Lua estará cheia às 22h43 e cerca de 360 mil quilômetros da Terra.

Como ver a superlua

De acordo com o astrônomo da Nasa, Mitzi Adams, para assistir a superlua basta procurá-la ao leste. " Essa 'ilusão da Lua' acontece quando o satélite está perto do horizonte e há objetos dentro da nossa linha de visão, como árvores ou edifícios. Como esses objetos relativamente próximos estão na frente da Lua, nosso cérebro é levado a pensar que a Lua está muito mais próxima dos objetos que estão em nossa linha de visão", disse Adams.

Segundo Adams,  a Lua ficará extremamente grande quando subir e se puser.   "Quando a lua se levantar, segure uma moeda no comprimento do braço para que a moeda cubra a lua. Repita isso ao longo da noite e você verá que o tamanho da Lua não muda", explica o astrônomo.

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