Teste confirma efeito de célula sobre sintomas da asma

Os eosinófilos, um grupo de células do sistema imunológico humano, parecem mesmo um alvo importantíssimo para o desenvolvimento de novos tratamentos para asma. Um estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista Science mostra que camundongos sem este tipo de leucócito não tiveram hipersensibilidade em suas vias aéreas e não desenvolveram muco em excesso, quando provocado um ataque de asma.Os 16 pesquisadores, liderados por James Lee, da Clinica Mayo do Arizona, desenvolveram camundongos geneticamente modificados que nasceram sem eosinófilos mas tinham todas as demais células do sistema imunológico. Com isso, os cientistas conseguiram confirmar suspeitas antigas, de que alguns dos efeitos mais fortes da asma estariam relacionados aos eosinófilos.A hipersensibilidade e a produção de muco em excesso, decorrentes do processo inflamatório dos bronquíolos, causam a sensação de sufocamento que aflige os doentes de asma.A constatação reforça a de outro grupo, liderado por Alison Humbles, do Hospital Pediátrico da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard. No estudo de Humbles e sua equipe, os camundongos que também não tinham eosinófilos no sangue não sofreram com os ataques de asma.Há mais de um século os médicos e pesquisadores procuravam evidências para o papel destas células nos quadros da doença. ?Os resultados não apenas nos ajudam a entender melhor princípios básicos das causas da asma, mas devem auxiliar também a encontrar aproximações terapêuticas novas?, escreveu Lee na conclusão do artigo para a Science.

Agencia Estado,

17 de setembro de 2004 | 15h18

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