Teste de DNA mostra que toda a família real russa está morta

Durante anos, acreditou-se que o herdeiro, Aleksei, e sua irmã Anastácia haviam sobrevivido ao massacre

Ansa,

24 de janeiro de 2008 | 19h58

Os primeiros resultados de exames de DNA feitos por especialistas russos com os restos mortais da família real encontrados em uma localidade nos montes Urais demonstram que nenhum dos membros da família do czar Nicolau II sobreviveu aos fuzilamentos de 17 de julho de 1918, comandados pelos bolcheviques.   Se os resultados forem confirmados também por peritos estrangeiros, a Igreja Ortodoxa terá que rever sua recusa em reconhecer os restos já identificados da família czarista.   Durante muitos anos, acreditou-se que o herdeiro do trono, Aleksei, e outra filha do último czar, Anastácia, haviam sobrevivido. Surgiram, a partir disso, especulações de que estariam no exterior. O caso mais notório é o de Anna Anderson, uma mulher que apareceu em 1920 em um hospital psiquiátrico alemão afirmando ser Anastácia.   A versão foi dada como verdadeira, até que depois de sua morte, em 1984, exames de DNA revelaram que se tratava de Franziska Shanzkovska, uma camponesa polonesa.   O mistério foi alimentado, em grande medida, pela ausência dos corpos dos dois filhos nos restos mortais exumados em 1991 perto da cidade de Iekaterinburg, no montes Urais. Agora já se sabe que faltavam Aleksei e Maria, e que os corpos achados são os de Nicolau II e sua mulher, Alesandra e das três filhas de ambos, Anastácia, Olga e Tatiana, junto a um médico e três servos.   O que trouxe mais informações sobre a execução da família real foi um relatório feito por Iakov Iurovski, chefe da ação assassina.   Os dois jovens que não estavam entre os corpos dos demais parentes foram sepultados em um outro lugar depois de serem submersos no ácido sulfúrico e queimados para não serem reconhecíveis, como confirmaram pistas encontradas.   Uma das provas que pode ser determinante para que os especialistas estrangeiros reconheçam a identificação dos membros da família é a comparação com o DNA de membros da família real britânica, em particular o príncipe Philip, parente da czarina Alesandra.

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