Teste rápido vai revelar leptospirose

Durante o surto de dengue no Brasil, algumas dezenas de pessoas morreram por pensarem que sua dor de cabeça e febre eram originárias de picadas de mosquito, quando na verdade vinham do contato com a urina de ratos. ?Morreram de leptospirose, conta o médico Mitermayer Reis, pesquisador responsável pela Fiocruz da Bahia. Para evitar esses erros de diagnóstico, ele anuncia para breve um teste rápido, como o de gravidez, que, em poucos minutos, diz se o estado febril de um paciente provém da leptospirose. Comentando a notícia alarmante que circula pela Internet de pessoas mortas depois de colocarem a boca numa latinha de cerveja ou refrigerante, confirma que, não é o mais comum, mas pode ocorrer, se as latinhas estiverem depositadas em lugares sujeitos a inundações. ?A urina dos ratos se mistura com a água e pode ficar depositada nas latinhas, bastando a pessoa ter um corte nos lábios para ser infectada com a leptospirose?. ?O teste poderá ser feito rapidamente num ambulatório, depois de se colher o material, o sangue. Isso evitará que o paciente desenvolva uma forma grave e fatal da leptospirose, pois poderá ser tratado imediatamente e corretamente, diz Mityermayer dos Reis. Atualmente, a promiscuidade das populações nas periferias das metrópoles sem saneamento e sem drenagem da água das chuvas, que se acumula, pode permitir a mistura da urina dos ratos com a água. Além disso, muitas pessoas, ainda com hábitos do campo, jogam em qualquer lugar os restos alimentares, permitindo a criação de ratos e aumentando o risco da leptospirose. O pesquisador acredita que, dentro de uns dez anos, será possível se encontrar e fabricar uma vacina contra a leptospirose. Pesquisadores da Fiocruz também estão desenvolvendo uma vacina contra a leishmaniose canina. "Não está ainda provado, mas o cachorro pode participar do ciclo de transmissão da leischmaniose para o homem. Vacinando o cão, se estará impedindo a transmissão da doença para o homem. E, ao mesmo tempo, se protege o animal contra a doença que, quando infectado, é abatido, conclui Mitermayer.

Agencia Estado,

13 de junho de 2005 | 01h28

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