Nilani Goettems/AE
Nilani Goettems/AE

‘Tive a Alice no chão do meu quarto’

Patrícia Boudakian conta que duas horas após o parto conseguia andar quase normalmente

21 Janeiro 2012 | 14h03

SÃO PAULO - Mesmo antes de engravidar, a assessora de imprensa Patrícia Boudakian, de 29 anos, sempre pensou em parto normal, mas não cogitava que fosse acontecer na sua casa. "Morria de medo de dar à luz em casa. Achava que não ia aguentar", conta.

Depois da 34.ª semana de gravidez, decidiu pesquisar sobre partos mais humanizados e trocou de médica. Junto com a nova profissional vieram uma doula e um pediatra. "Foi quando meu marido deu a ideia de fazer o parto em casa. Pensei bem, vi que meu pré-natal estava certinho e minha gravidez não oferecia riscos."

Em 5 de março de 2011, Patrícia sentiu as contrações e entrou em trabalho de parto. "Na hora, só estávamos meu marido e eu. Avisamos a médica e a doula, que nos disseram o que fazer até que chegassem", explica. Quando as contrações aumentaram, Patrícia estava com a equipe, sendo acalmada pela doula e incentivada pela médica. "Tomei um banho para relaxar e, pouco depois, tive a Alice no chão do meu quarto. Não tive medo de dar errado e achei que estava segura como se acontecesse em um hospital. A diferença é que me senti mais respeitada e não só mais uma paciente."

Ela conta que, cerca de duas horas depois do parto, já se sentia melhor e conseguia levantar e andar quase normalmente. "Confiei no meu corpo de mulher e tive uma sensação única. Faria tudo de novo."

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