Toque feminino pode influenciar tomada de decisões, diz estudo

Pesquisadores dizem que contato feminino parece trazer sensação de segurança

Reuters

13 Maio 2010 | 18h44

Um tapinhas nas costas ou um toque suave no braço podem ser ferramentas poderosas para influenciar o comportamento humano, diz uma nova pesquisa. E pode determinar se alguém vai investir num empreendimento arriscado ou optar por algo mais seguro.

 

Diferença de idade com marido afeta expectativa de vida da mulher

 

"É um meio bem eficiente de influenciar o comportamento das pessoas sem que elas notem que estão sendo influenciadas", disse Jonathan Levav, professor de administração e  marketing da Universidade Columbia, em Nova York.

 

"Se você é um médico ou um vendedor, trata-se de uma forma de comunicação para manter em mente", acrescentou.

 

As descobertas de Levav, descritas na revista Psychological Science, baseiam-se em uma série de experimentos envolvendo o toque.

 

Em um estudo, pediu-se a 67 homens e mulheres que escolhessem entre um pagamento garantido em dinheiro e uma aposta arriscada, e em seguida recebiam um toque, no ombro ou nas costas, de um pesquisador de sexo masculino ou feminino.

 

 Levav e a coautora Jennifer Argo,  da Universidade de Alberta, descobriram que ambos os sexos tinham mais chance de escolhera a aposta sem garantia de retorno se tivessem sido reconfortados, e principalmente se tocados por uma mulher.

 

Em outro trabalho, pediu-se a 105 pessoas que optassem por um de dois investimentos - um título com retorno de 4% ao ano ou um negócio arriscado sem garantia de retorno.

 

Novamente, pessoas que tinham sido tocadas de leve no ombro por uma mulher tinham mais chance de optar pela alternativa arriscada.

 

Os autores sugerem que a conexão entre risco e conforto remete às primeiras lembranças de uma ligação humana. 

 

"Um simples toque nas costas por uma mulher, de um modo que conote apoio, pode evocar sentimentos similares ao senso de segurança transmitido pelo toque da mãe na infância", escrevem.

Mais conteúdo sobre:
psicologia toque

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.