Total de casamentos registrados no País tem leve queda, aponta IBGE

Número de separações e divórcios não sofreram alterações significativas

Felipe Werneck - O Estado de S. Paulo,

12 Novembro 2010 | 12h03

RIO - A pesquisa Estatísticas do Registro Civil de 2009, divulgado nesta sexta-feira, 12, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que o total de casamentos registrado no País em 2009 (935.116) caiu 2,3% na comparação com o ano anterior. O resultado interrompe sequência de aumento verificada desde 2002. Para o IBGE, no entanto, a diferença é muito pequena e é preciso esperar o resultado da próxima pesquisa para verificar se de fato há mudança da curva. A queda na taxa foi de 6,7 em 2008 para 6,5 em 2009, resultado igual ao de 2006 e 2007. Para o IBGE, portanto, "expressa tendência de estabilidade ou leve oscilação negativa".

 

As taxas de nupcialidade mais elevadas ocorreram no Acre (11,2) e no Espírito Santo (8,7), e as menores, no Rio Grande do Sul (4,4), Piauí e Sergipe (4,6 cada). Para o gerente da pesquisa, é "muito arriscado" atribuir o resultado da queda de casamentos à crise econômica mundial ocorrida em 2009. "O efeito da crise no País foi muito pequeno. Pode ter havido, por exemplo, um número menor de casamentos coletivos. Mas a diferença foi tão pequena que precisamos esperar o próximo ano para verificar a tendência."

 

Separações e Divórcios. O número de separações, no entanto, permaneceu estável (0,8), enquanto a taxa de divórcios teve uma leve queda, de 1,5 em 2008 para 1,4, em 2009. O Mato Grosso do Sul encabeça o ranking nacional de dissolução de casamentos em 2009, com razão de 38%, segundo o IBGE. O menor valor foi obtido no Maranhão, onde houve 7 dissoluções para cada 100 casamentos.

 

No período de dez anos (1999-2009), a comparação das taxas de divórcio mostra tendência de crescimento em todas as Unidades da Federação, exceto no Distrito Federal (que manteve a mesma taxa, 2,66) e em São Paulo, onde houve ligeira queda (de 1,7 para 1,6). A maior proporção de casamentos entre pessoas divorciadas ocorreu no Rio de Janeiro. O gerente da pesquisa diz que a nova lei aprovada este ano, que tornou mais simples o divórcio, deverá impactar os resultados da próxima pesquisa. "A nova lei termina com a separação judicial, facilita as coisas e diminui os prazos. Acredito que terá impacto na próxima edição da pesquisa."

 

Idade. Os casos em que a mulher é mais velha do que o homem com quem se casa estão aumentando no País, de acordo com o estudo divulgado pelo IBGE nesta sexta, esse porcentual, que era de 19,3% em 1999, subiu para 21,3% em 2004 e chegou a 23% em 2009. O dado corrobora a elevação da idade das mulheres no casamento. A partir dos 60 anos de idade, as taxas de casamento dos homens são mais que o dobro que as delas.

 

(Com Gabriel Vituri, do estadão.com.br)

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