Toumai pertence à espécie mais antiga de hominídeos

Novos restos fossilizados e a reconstrução do crânio em três dimensões do homem de Toumai confirmam que este se trata mesmo da espécie mais remota de hominídeos, com cerca de sete milhões de anos. É o que afirma o pesquisador francês Michel Brunet à revista Nature desta quinta-feira.Brunet encontrou o crânio de Toumai (Sahelanthropus tchadensis) em 2001, no Chade, África, e o apresentou como o mais antigo ancestral humano jamais descoberto. Contudo, como praxe na comunidade científica, paleontólogos discordaram e argumentaram que o achado estava mais para uma espécie ancestral de gorila.Brunet e seus colegas da Missão paleoantropológica franco-chadiana do Centro Nacional Francês de Investigação Científica (CNRS) asseguram que "com esses elementos (fósseis e reconstrução) da cabeça óssea e dos dentes nós podemos considerar uma altura entre 105 e 120 centímetros de altura (para o Toumai), próxima à altura de um chimpanzé comum. Mas o Taumai não se parece com um chimpanzé ou um gorila", afirmam.A equipe de Brunet fez a reconstituição em três dimensões do crânio unindo pedaços eletronicamente para corrigir deformações. "A análise morfométrica demonstra que Toumai se situa no grupo dos hominídeos e não em outro grupo de grandes primatas", segundo o pesquisador. A reconstituição anatômica indica que ele seria capaz de andar ereto, o que diferencia efetivamente uma espécie da outra: "Toumai apresenta um mosaico de características primitivas e derivadas" que o distingue dos grandes símios africanos atuais e dos demais tipos de fósseis hominídeos catalogados até agora.Essas singularidades anatômicas do fóssil encontrado por Brunet permitem considerá-lo como um parente do último ancestral comum entre chimpanzés e humanos e também como o mais antigo representante dos hominídeos, ressaltou o professor.

Agencia Estado,

06 de abril de 2005 | 17h15

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