Transplante de células cura diabético, dizem britânicos

O King´s College Hospital de Londres anunciou ter curado totalmente um paciente de diabete por meio de transplantes de células de pâncreas. A técnica permitiu que Richard Lane, de 61 anos, possa agora abandonar as injeções diárias de insulina que vinha tomando há 20 anos.Segundo o jornal britânico The Times, Lane é o terceiro paciente a se tratar ali com este tipo de transplante, mas é o primeiro a eliminar completamente a necessidade de injeções de insulina. Os médicos dizem que Lane tem tomado as injeções à noite, por enquanto, apenas como medida preventiva.O transplante de células de pâncreas foi desenvolvido pelo britânico James Shapiro na Universidade de Alberta, no Canadá. São usadas células de pâncreas de doadores, tratadas e preparadas para, em seguida, serem injetadas no paciente. A operação dura cerca de uma hora e requer apenas anestesia local, segundo a agência Efe.Lane passou por três destes transplantes, as duas primeiras em outubro e a última em janeiro. São necessárias pelo menos 1 milhão de células, o que requer mais de um pâncreas por paciente. Com isso, a técnica fica condicionada à existência de órgãos doados ou de partes do pâncreas, no caso de doadores vivos.Lane tinha diabete tipo 1, doença na qual o sistema imunológico ataca células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Há quatro anos o quadro de Lane se agravou, e ele foi obrigado a se ligar permanentemente a uma bomba que injetava insulina a cada seis minutos. Depois do transplante, Lane afirma se sentir melhor do que nunca. Segundo a Efe, outras operações do gênero feitas em vários países também têm resultados positivos, permitindo a até 90% dos pacientes passar um ano sem usar insulina, mas apenas 50% seguem sem as aplicações diárias três anos depois.

Agencia Estado,

09 de março de 2005 | 10h47

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