Transplante utiliza células-tronco para tratar cirrose

O primeiro transplante de que se tem notícia no mundo a utilizar células-tronco de medula óssea para tratar um paciente com cirrose crônica foi realizado na terça-feira em Salvador. O material celular foi retirado do próprio paciente, um homem de 49 anos com processo adiantado de degradação do fígado.O sucesso da cirurgia realizada na terça-feira não implica o fim dos transplantes de fígado. O esperado é que a qualidade de vida do paciente melhore, a sobrevida aumente e ele possa esperar por mais tempo por um órgão sadio.Somente no Hospital São Rafael, em Salvador, local da cirurgia experimental, há 120 pessoas na fila de espera, para uma média de 6% a 7% de doadores.O transplante foi coordenado pelos professores Luiz Guilherme Lyra, da Universidade Federal da Bahia e do Hospital São Rafael, e Ricardo Ribeiro dos Santos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A equipe do Laboratório de Engenharia Tecidual e Imunofarmacologia da Fiocruz da Bahia trabalha no projeto há dois anos.Trinta cirurgiasNo início do mês, Ribeiro dos Santos disse à Agência Fapesp, durante o 51º Congresso Brasileiro de Genética, em Águas de Lindóia (SP), que a cirurgia e a técnica são bastante seguras do ponto de vista clínico e experimental.Alguns representantes da comunidade científica questionaram se tais experimentos clínicos não estavam sendo feitos muito rapidamente. Para o pesquisador, o fato de as células utilizadas serem retiradas da própria pessoa elimina o risco de complicações. A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) autorizou a realização do projeto de pesquisa para o estudo de células-tronco na cirrose hepática para cinco pacientes. A partir do relatório escrito pelos cientistas sobre esses casos, órgão decidirá pela liberação da realização de mais 25 procedimentos. As 30 cirurgias formam a chamada fase 1 do experimento científico.   leia mais sobre células-tronco

Agencia Estado,

21 de setembro de 2005 | 16h12

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