Tratamento genético retarda perdas com Alzheimer

A perda de memória provocada pela doença de Alzheimer pode ser atrasada mediante um tratamento genético experimentado com sucesso por especialistas dos Estados Unidos, segundo um estudo preliminar publicado na revista Nature Medicine neste domingo.Primeiro, os pesquisadores injetaram o chamado "nervo do fator de crescimento" - ou NGF - em cérebros de macacos envelhecidos e constataram que é possível reverter a deterioração das células. Depois, implantaram NGF em uma das partes do cérebro afetado de oito humanos com Alzheimer.Seis destes pacientes, que tiveram acompanhamento durante quase dois anos, mostraram uma queda mais lenta na capacidade de memória e cognição, entre 36% e 51%, depois do implante. Em um dos pacientes os tecidos do cérebro mostraram crescimento de novas células.Os autores do estudo disseram que o tratamento genético trouxe resultados alentadores, mas ressalvaram que o resultado é muito preliminar. Mark Tuszynski, da Universidade da Califórnia em San Diego, que liderou as pesquisas, disse que o tratamento não cura a doença de Alzheimer.Segundo ele, a doença destrói diferentes tipos de células em diversas áreas do cérebro, e o novo tratamento genético só é útil para uma dessas áreas. Tuszynski lembrou que o êxito preliminar dá esperanças para o possível uso deste tratamento a fim de suavizar o efeito de outras doenças neurodegenerativas, como a de Parkinson.

Agencia Estado,

24 de abril de 2005 | 22h41

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