Tratamento prolonga vida de macacos com imunodeficiência

Experiência pode contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos para a aids em humanos

Efe

10 de dezembro de 2008 | 19h15

Um novo tratamento com anticorpos impulsiona a resposta imunológica e prolonga a sobrevivência de macacos infectados com o vírus da imunodeficiência dos símios (VIS), o equivalente ao vírus da aids nos humanos. Em artigo publicado nesta quarta-feira, 10, pela revista científica britânica Nature, uma equipe de pesquisadores da Universidade Emory, de Atlanta (EUA) explica que este tratamento pode contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos para lutar contra as infecções causadas pelo HIV. Os pesquisadores, chefiados por Galho Rao, forneceram anticorpos que bloqueiam o receptor 1 de morte celular programada (a aids se caracteriza por uma elevada taxa de morte celular) a macacos infectados com VIS. Esse tratamento produziu um "rápido aumento" do número de linfócitos T CD8 específicos do vírus, leucócitos que destroem as células infectadas pelo vírus e reduz de forma significativa a carga de plasma viral. Os animais toleraram bem o tratamento, que ainda prolongou sua sobrevivência, tanto nas primeiras fases da doença quanto em outras mais avançadas. A equipe descobriu que um único caminho inibitório, o das células CD8, é capaz de conter a resposta dos linfócitos T específicos do vírus durante a infecção. Segundo os cientistas, o tratamento desenvolvido pode contribuir para combater os efeitos do HIV nos humanos e sugerem que sua combinação com anti-retrovirais ou com a vacina terapêutica pode ajudar a melhorar o resultado obtido.

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