Treze estados mandam representantes a Johannesburgo

É o governo federal quem assina os acordos, mas boa parte da implementação fica nas mãos dos Estados. Com base nessa constatação, as Secretarias de Meio Ambiente de 13 Estados brasileiros enviaram representantes à Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, para acompanhar as negociações sobre o Plano de Implementação da Agenda 21, além de participar do Fórum das Organizações Não-Governamentais e de buscar contatos com as unidades federativas de outros países membros.Na mala, os integrantes da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) trazem o manifesto "Um Mundo Sustentável é Possível", firmado durante um evento no Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em janeiro. Está no ar uma "rede digital de adesão ao manifesto", que deverá ser entregue ao secretário-geral da Cúpula de Johannesburgo, Nitin Desai. O manifesto expõe os princípios da chamada "globalização solidária" e condena atitudes como a dos Estados Unidos de não firmar o Protocolo de Kyoto, que prevê a redução das emissões de dióxido de carbono.No dia 31, a Abema, que congrega 42 sócios, entre secretarias estaduais e outros órgãos públicos ligados ao meio ambiente, participará do Fórum Mundial de Governos Subnacionais. De acordo com o presidente da associação, Cláudio Langone, a tendência de participação crescente dos "governos subnacionais" não ocorre só no Brasil, mas também em outras federações, como os Estados Unidos, o Canadá, a Alemanha, a Espanha e o México."Acompanhamos todos os eventos preparatórios e apoiamos as duas propostas do Brasil", diz Langone, referindo-se ao estabelecimento do patamar de 10% para o uso de fontes renováveis de energia e a Iniciativa da América-Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, aprovada em outubro, no Rio.Langone, secretário do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, critica, no entanto, a "falta de coordenação" por parte do governo federal na implementação das decisões tomadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Segundo ele, muito do que é aprovado no Conama não sai do papel porque o governo federal, a quem caberia coordenar o processo de implementação, não cumpre esse papel.

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