Trinta e três cidades passam o dia sem carro

Trinta e três cidades brasileiras, entre as quais estão 12 capitais, participam da III Jornada Brasileira "Na Cidade Sem Meu Carro", nesta segunda feira, 22 de setembro. O evento é parte de uma inciativa internacional e visa restringir as áreas de circulação de automóveis, entre 8 e 18 horas, em favor da opção por ônibus, trens, bicicletas, pedestres e outras alternativas aos carros. As prefeituras de cada cidade participante promovem campanhas para incentivar a redução da poluição e da dependência em relação aos carros particulares. Organizada, no Brasil, pelo Instituto da Mobilidade Social- Rua Viva, este ano, a jornada conta com a parceria dos ministérios do Meio Ambiente e das Cidades, e o apoio do Greenpeace. Segundo Liane Born, diretora do Rua Viva, a adesão ao evento vem crescendo, tendo praticamente dobrado neste último ano. "Queremos colocar a questão da mobilidade urbana em pauta, num país onde só se pensa na fluidez do automóvel, o transporte público está sucateado e temos menos de 500 km de ciclovias, apesar de serem colocadas no mercado, a cada ano, pelo menos 4 milhões de bicicletas", observa. "Precisamos criar condições seguras e confortáveis para caminhar à pé e para a circulação de bicicletas nas vias, além de garantir também a mobilidade e a acessibilidade das pessoas portadoras de necessidades especiais".A idéia da jornada "Na Cidade Sem Meu Carro" surgiu na França, em 1998, e dois anos depois já havia sido incorporada pela União Européia, com a adesão de 760 cidades. Em 2001, o total subiu para 1.600 cidades em todo o mundo. Este ano, no Brasil, as cidades participantes são Goiânia, Porto Alegre, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Pará de Minas, Pelotas, Santos, Guarulhos, Caxias do Sul, Recife, Belém, São Luis, Cuiabá, Varginha, Três Corações, Viamão, Dourados, Governador Valadares, Cachoeirinha, Alvorada, Joinville, Blumenau, Florianópolis, Maringá, Piracicaba, Campinas, Natal, Londrina e São Paulo."É preciso que paremos de somente reclamar da poluição do ar, dos congestionamentos ou das mudanças no clima e partamos para a efetivação das soluções, praticando, sempre que possível, a carona para amigos, vizinhos e colegas de trabalho", declarou, em nota à imprensa, o coordenador da campanha de energia do Greenpeace, Sérgio Dialetachi. "Mais ainda, precisamos exigir das autoridades um transporte de massa eficiente, limpo, pontual, confiável, barato e disponível para amplos setores da população". De acordo com Dialetachi a atitude de deixar o carro em casa, de vez em quando, deve ser encarada como "uma contribuição para toda a coletividade e não como um transtorno, que fere o nosso conforto individual".

Agencia Estado,

21 de setembro de 2003 | 20h13

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