Conselho de Antiguidades do Egito/EFE
Conselho de Antiguidades do Egito/EFE

Tumbas devem mostrar como vivia classe média no Egito antigo

Os túmulos foram encontrados perto da entrada do sítio arqueológico da necrópole de Saqqara

MARWA AWAD, REUTERS

05 Janeiro 2010 | 18h30

Dois túmulos de 2.500 anos de idade descobertos em uma necrópole próxima do Cairo prometem revelar mais sobre a classe média do Egito antigo, disse na terça-feira o arqueólogo chefe do país.

Datando da 26a dinastia, que governou o Egito entre 664 a.C. e 525 a.C., os túmulos foram encontrados perto da entrada do sítio arqueológico da necrópole de Saqqara, 30 quilômetros ao sul do Cairo.

"Esses túmulos pertenceram a famílias egípcias de classe média, não à realeza, e não tinham nomes. Foram reutilizados por muitas pessoas e podem nos dar muitíssimas informações sobre os costumes de sepultamento e a religião da época", disse à Reuters o chefe do departamento de antiguidades do Egito, Zahi Hawass, que comandou uma equipe formada exclusivamente por arqueólogos egípcios.

Um dos túmulos - o maior descoberto em Saqqara até agora - consiste em um complexo de cômodos e corredores ligados a um grande salão escavado na rocha.

"Não esperávamos encontrar túmulos nesta área", disse Hawass. "Esta descoberta comprova que a importância de Saqqara se estende para além do Reino Antigo do Egito, e pode nos revelar muita coisa sobre a 26a dinastia".

Os túmulos já foram abertos várias vezes e é provável que tenham sido saqueados no final do período romano, mas, mesmo assim, contêm vários féretros, restos mortais humanos e animais mumificados, como águias, além de objetos de cerâmica.

A descoberta de câmaras não saqueadas em uma necrópole tão conhecida quanto Saqqara, que atendia à cidade vizinha de Mênfis, é rara.

"Saqqara ainda guarda muitos segredos", disse Hawass.

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