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Turco que tentou matar papa diz que jovem raptada será solta

Terrorista Ali Agca afirma que Emanuela Orlandi, sequestrada em 1983, está viva e promete a sua libertação

ANSA,

02 Fevereiro 2010 | 15h12

O turco Mehmet Ali Agca, que tentou assassinar o papa João Paulo II em 1981, voltou a afirmar que a jovem vaticana Emanuela Orlandi, desaparecida há mais de 27 anos, "está viva e voltará para casa em pouco tempo".

 

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A informação foi confirmada nesta terça-feira, 2, por Yasmine Taskin, correspondente do jornal Sabah em Roma, que acompanhou em Istambul um encontro de 40 minutos entre Pietro Orlandi [irmão de Emanuela] e Agca, que foi solto no dia 18 do último mês após permanecer quase dez anos presos na Turquia pelo assassinato de um jornalista. Antes, ele permaneceu detido na Itália pelo ataque contra João Paulo II.

 

Emanuela foi sequestrada em 1983, quando tinha 15 anos. Na época, seu caso gerou intensa comoção no país, mas recentemente ela havia sido dada como morta.

 

Ela "pode estar na França ou na Suíça e vive em uma vila de luxo. A encontraremos juntos, tenho provas precisas. Ela foi sequestrada para obter minha liberação [na época em que estava detido na Itália pela agressão contra o Papa, ndr.], mas não sou responsável pelo sequestro", teria explicado Agca, segundo relato de Taskin.

 

Em declarações ao jornal La Reppublica, o irmão de Emanuela, por sua vez, disse ter levado a Agca uma carta escrita por ele anteriormente à família. "Nestas linhas você havia feito uma promessa: quando eu voltar para casa na Turquia, Emanuela deverá ser solta. Agora, peço que respeite a promessa feita", disse Pietro ao turco.

 

"Sim, é verdade, me recordo bem desta carta. E farei de tudo para resolver isso", teria respondido Agca.

 

Ali Agca, que foi extraditado para a Turquia em 2000, após ter recebido indulto da Itália, disse ainda que poderia "entrar em contato com os sequestradores e lhes darei documentos tão importantes que se verão obrigados a liberar Emanuela. Espero que volte para casa antes do mês de junho".

 

Após o encontro com o turco, Pietro Orlandi deverá agora ser ouvido pela Procuradoria de Roma. De acordo com o procurador-adjunto Giancarlo Capaldo, talvez seu relato possa trazer alguma informação útil à investigação.

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