Turismo predatório ameaça cachoeira na Juréia

A Cachoeira do Paraíso é o local com o maior fluxo turístico dentro da Estação Ecológica de Juréia e chega a receber, no auge do verão, mais de 5 mil pessoas nos finais de semana, com um movimento intenso de automóveis e ônibus. A localização, no Núcleo Itinguçu da Juréia, pertence à Iguape, mas o único acesso é por Peruíbe. Por causa disso, os dois municípios sentem-se desobrigados a investir no local. Trilha para Cachoeira do Paraíso: tentativa de controlar o turismo na área. Foto: Beto Barata/AEA bela paisagem da cachoeira é precedida de cinco barracas de comida, sem cuidado com a higiene, administradas por moradores da reserva. Oficialmente, deveriam morar em seus sítios na redondeza, mas habitam e chegam a criar porcos ao lado do curso d´água.Apesar de manter uma trilha bem cuidada e sinalizada para o acesso à cachoeira, a administração da Estação não tem como controlar o fluxo de turistas e é somente na conversa que a equipe, presente apenas nos dias de movimento, tenta convencer os visitantes a não fazer piqueniques ou levar animais domésticos até o local. "A pressão turística é muito grande e não conseguimos limitar o número de pessoas", diz o diretor da Estação, Joaquim de Marco Neto.Um projeto recente para ordenar o turismo no local, que previa a cobrança de ingresso para a manutenção, foi suspenso pela assessoria jurídica da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, porque esta é uma atividade proibida em estação ecológica. Com o posto médico fechado, a única infra-estrutura do local são os banheiros públicos, administrados pelos moradores.

Agencia Estado,

17 de novembro de 2002 | 23h51

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