Tutancâmon era fruto de relação incestuosa, mostra análise

Alianças incestuosas eram comuns entre a realeza egípcia da Antiguidade, disse o egiptólogo Zahi Hawass

Reuters,

17 Fevereiro 2010 | 16h59

O rei adolescente do Antigo Egito, Tutancâmon, era fruto de um casamento incestuoso, dizem cientistas, numa revelação que ajuda a explicar por que ele era coxo e sofria de outras deformidades e problemas genéticos.

 

Tutancâmon morreu de malária e infecção óssea, diz estudo

 

A pesquisa, que incluiu testes realizados na múmia do faraó, descoberta em 1922, mostrou que os pais do rei eram irmãos e que ele só tinha um casal de avós.

 

Alianças incestuosas eram comuns entre a realeza egípcia, disse o egiptólogo Zahi Hawass. "Um rei podia casar-se com a irmã e com a filha, porque ele era um deus, como Ísis e Osíris".

 

Especula-se há tempos sobre o destino do rei, que morreu em algum momento do ano 1324 a.C., provavelmente aos 19 anos. Os cientistas estão apresentando mais detalhes de testes de DNA e análises de tomografia conduzidos em Tutancâmon e em outras 15 múmias.

 

Na terça-feira, 16, pesquisadores revelaram que Tutancâmon tinha malária, uma fissura no palato e uma doença genética nos ossos.

 

Cientistas identificaram Akenaton, o faraó "herege" que impôs o monoteísmo ao Egito, como pai de Tutancâmon.

 

Akenaton casara-se  inicialmente com Nefertiti, uma mulher famosa por sua beleza, mas não teve filhos com ela. Ele tomou a irmã como esposa na tentativa de ter um herdeiro.

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