Tuvalu pede ajuda para não desaparecer no oceano Pacífico

Aumento do nível dos oceanos devido ao aquecimento global ameaça a ilha de 10 mil habitantes

Efe

11 de dezembro de 2008 | 15h41

O primeiro-ministro de Tuvalu, Apisai Ielemia, fez um apelo nesta quinta-feira, 11, aos delegados de mais de 190 países reunidos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática para que ajudem o povo da ilha, que ameaça afundar sob as águas se o aquecimento global não for detido.   Veja também:   Minc anuncia ação para fomentar tecnologia verde Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (2)  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (3)  Brasil fica em 8º lugar em índice de mudança climática Estudo diz que mercado de gases estufa cresceu 41% em 2008 Mudança climática pode elevar número de refugiados, diz ONU Plano federal prevê queda de 70% no desmatamento até 2018 Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono    Acompanhe a reunião de Poznan  Página oficial da conferência      "Somos uma nação orgulhosa com uma cultura única que não deseja ser alocada em qualquer outro lugar", disse o chefe de Governo tuvaluano em referência aos planos feitos para que os cerca de dez mil habitantes do país se transfiram a arquipélagos próximos quando os efeitos da mudança climática se tornarem insuportáveis.   "Não podemos afundar enquanto outros subsistem, não devemos afundar por culpa dos problemas causados pelos países grandes e industrializados", acrescentou Ielemia, representante de um dos países do mundo que mais enfrentam os efeitos devastadores do aquecimento global e o aumento do nível do mar.   O certo é que Tuvalu corre risco de desaparecer, o que faz com que hoje lidere o grupo de Estados mais atuantes na luta contra a mudança climática, os pequenos países ilhéus da Oceania, que literalmente sumirão se não diminuírem as emissões de CO2.   Tuvalu tomou a liderança e deu voz a vários povos presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática realiza em Poznan, oeste da Polônia, porém seus apelos não conseguem sensibilizar os países desenvolvidos e responsáveis pela destruição do meio ambiente.   "O Protocolo de Kioto deve ser fortalecido, e isto é algo que só os países industrializados podem fazer através de uma profunda redução de suas emissões", afirmou Ielemia, que pediu mais recursos e mais apoio à sua causa.   O líder de Tuvalu lamentou, no entanto, que as negociações que ocorrem na reunião de Poznan não cumpram suas expectativas, que passam por destinar mais recursos econômicos a esta batalha climática.

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