TV pode ser benéfica entre os três e os cinco anos, diz estudo

Crianças com menos de três anos de idade que assistem à televisão podem desenvolver problemas de aprendizado no seu desenvolvimento, mas a atividade pode ser benéfica entre os três e os cinco anos. A conclusão é de um estudo de uma equipe da Universidade de Washington publicado pelo jornal Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine, da Associação Médica Americana.Os pesquisadores observaram 1.797 crianças. Entre os seis e sete anos de idade, aquelas que haviam sido expostas à televisão por cerca de duas horas antes dos três anos apresentaram dificuldades para ler e aprender matemática. Já nas crianças entre três e cinco anos, que viram televisão por cerca de três horas, foi identificado um efeito positivo apenas no teste de leitura.Os pesquisadores não analisaram os motivos pelos quais a televisão seria prejudicial, mas disseram que uma das hipóteses seria que as crianças passam menos tempo em outras atividades educacionais e recreativas. Outra teoria é que as imagens intensas e o áudio danificam o rápido desenvolvimento do cérebro das crianças.Para Frederick Zimmerman, um dos autores do estudo, os resultados da pesquisa sugerem que é justificável o pedido da Academia Americana de Pediatria para que as crianças com menos de dois anos de idade não assistam televisão. Quantidade - Alguns especialistas argumentam, no entanto, que programas educacionais podem estimular as habilidades acadêmicas das crianças em qualquer idade - a chave seria a quantidade de tempo apropriada para cada idade.Segundo um assessor da National Literacy Trust (NLT), instituição de caridade britânica voltada para a aprendizagem, os programas devem oferecer oportunidades às crianças pequenas para respostas verbais e um equilíbrio entre conteúdos novos e familiares. Isso pode ajudar na habilidade lingüística, de acordo com a NLT."Nós recomendaríamos menos de 30 minutos vendo televisão ou vídeo antes dos três anos, preferencialmente, acompanhado de um adulto para que possa conversar sobre o que foi visto", comentou Liz Attenborough, da NLT.

Agencia Estado,

05 de julho de 2005 | 17h45

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