UE aprova declaração em defesa de minorias religiosas

Bloco ressalta a importância da liberdade das religiões e crenças que não são praticadas de forma tradicional

Efe,

18 Novembro 2009 | 14h59

A União Europeia (UE) aprovou uma declaração em defesa das minorias religiosas no mundo todo, uma iniciativa da Itália, mas que não analisa a situação das minorias cristãs em vários países. No texto, adotado pelo Conselho de Assuntos Gerais e Relações Externas que terminou nesta quarta-feira, 18, a UE se mostra "alarmada" pela situação das minorias religiosas em "muitas partes do mundo", mas não menciona nenhuma em particular, já que a maioria dos Estados-membros preferiu fazer "uma declaração genérica", segundo disseram à Agência Efe fontes do bloco.

 

Veja também:

linkBento XVI pede que direitos das crianças sejam respeitados

linkVaticano dá o primeiro passo para beatificar João Paulo II 

 

A Itália tentou, a princípio, que a declaração fizesse alusão direta a Estados onde foram registradas recentemente graves violações da liberdade de expressão, religião e credo, segundo as mesmas fontes. O Governo italiano defendia a necessidade de "melhorar a situação da minoria cristã no mundo, a mais duramente atacada nos últimos meses", segundo o ministro de Assuntos Exteriores do país, Franco Frattini.

 

No texto adotado, a UE ressalta a importância de defender a liberdade de "todas as religiões e crenças, incluindo as que não são praticadas de forma tradicional em um país concreto ou as de pessoas que pertençam a minorias religiosas".

 

Os 27 países-membros da UE também expressam sua "profunda preocupação" pelos casos em que a legislação nacional contra a difamação "é utilizada em algumas ocasiões para maltratar religiões minoritárias" e para limitar os direitos fundamentais.

 

A declaração pretende criar condições para a formulação de propostas concretas para promover a liberdade de credo fora da UE, "tanto em nível bilateral quanto multilateral".

Mais conteúdo sobre:
UEminorias religiosas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.