UE e ONU unirão sistemas de registro de emissões de CO2

A novidade vai facilitar a transferência de unidades de redução às empresas que reduzam emissões

Efe

06 de agosto de 2008 | 19h19

A União Européia (UE) e a Organização das Nações Unidas (ONU) acordaram juntar seus sistemas de registro de emissões de dióxido de carbono antes do final do ano, informou a Comissão Européia (CE) em comunicado. Até agora, UE e ONU registravam os direitos e créditos de emissão de carbono das empresas com dois sistemas independentes, o Registro Independente de Transações da Comunidade (CITL) e o Registro Internacional de Transações (ITL). Os países que se comprometeram a reduzir suas emissões em virtude do Protocolo de Kioto estão autorizados a iniciar projetos de redução das emissões em países em desenvolvimento. Segundo a CE, estes projetos geram "créditos vendíveis de reduções certificadas de emissões", cada um dos quais equivale a uma tonelada de dióxido de carbono e podem ser utilizados para compensar os níveis de emissão. A novidade gerada pela conexão dos dois registros é facilitar a transferência de unidades de redução às empresas que decidam investir em países em desenvolvimento como método para diminuir suas emissões. Segundo o comissário do Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, "a conexão do registro de créditos de carbono da ONU consolidará ainda mais a liderança da Europa no mercado mundial de carbono". Em maio, foram realizados testes com procedimentos em que participaram cinco Estados membros e, em julho, fizeram as provas todos os países da UE além de Rússia, Japão e Nova Zelândia. Para efetuar a conexão serão suspensas todas as operações de registro durante um período máximo de sete dias.

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