UE luta para manter países ricos 'na linha' com Kyoto

Chefe da delegação européia confirma promessa dúbia da Austrália, conta Cristina Amorim

Cristina Amorim, de O Estado de S. Paulo,

07 de dezembro de 2007 | 13h37

O chefe da delegação européia, Artur Runge-Metzer, disse ontem em alto e bom som que os australianos se comprometeram, na 13ª Conferência do Clima (COP-13), que acontece em Bali, a cortarem suas emissões em até 40%.   O primeiro-ministro da Austrália negou tudo no dia anterior. Mas a União Européia está tentando manter os países ricos escorregadios dentro das regras do Protocolo de Kyoto - a saber, além da Austrália, Japão e Canadá.   Pelo visto, os Estados Unidos não estão nada, nada isolados nesta COP.   ***   Ontem, o Fóssil do Dia, prêmio às avessas dado aos países que atravancam as negociações sobre o clima, foi dado ao Canadá, que assumiu seu lado mais norte-americano ao dizer que recusa qualquer meta de redução das emissões de gases-estufa enquanto os países em desenvolvimento também não entrarem na dança.   Bush deve estar contente com seus vizinhos.   ***   Aliás, os Estados Unidos ganharam o segundo lugar do prêmio. Eles reabriram as negociações entre os maiores emissores de gases-estufa do mundo, continuando uma reunião que fizeram em Washington em setembro.   Para eles, realmente uma conferência da ONU é quintal deles.

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