UE pessimista para Conferência de Johannesburgo

Os ministros do Meio Ambiente dos países que integram a União Européia se mostraram pessimistas, neste domingo, com relação aos resultados da Conferência de Johannesburgo, a Rio +10, sobre desenvolvimento sustentável, marcada para final de agosto. A UE, cuja presidência rotativa está com o governo dinamarquês, planeja liderar esforços diplomáticos para garantir que na reunião se atinjam os objetivos de proteção do meio ambiente e combate à pobreza. Porém, o comissionado europeu para ajuda e desenvolvimento, Paul Nielsson, prevê dificuldades. "Não há garantias de que a Europa possa salvar a conferência porque a distância entre os Estados Unidos e os países em vias de desenvolvimento é muito grande", disse ele, ontem, durante o encerramento da reunião preparatória para a coferência, ocorrida na Dinamarca. Os EUA são contrários à adoção de um índice de emissão de gases poluentes para cada país. A idéia, no entanto, é defendida de modo quase unânime pelos países em desenvolvimento. Os 15 países do bloco europeu querem assegurar que na Conferência de Johannesburgo sejam estabalecidos objetivos claros sobre melhorias no fornecimento de água potável, de energia e na rede sanitária em países pobres. Tudo isso sem que se deixe de lado preocupações com o meio ambiente. "O meio ambiente é um pré-requisito se a longo prazo nós estamos buscando o combate e a erradicação da pobreza", disse o minsitro dinamarquês do Meio Ambiente, Hans Christian Schmidt. A UE quer que os países desenvolvam seus próprios planos para os próximos dez anos, com o objetivo de tirarem proveito dos recursos naturais, sem degradar o meio-ambiente. A conferência de Johannesburgo, ocorre dez anos depois da Rio 92, que definiu ações para a proteção ambiental. Na ocasião, governantes assumiram o compromisso de adotar medidas para a redução do aquecimento da Terra, decisão que foi enfraquecida posteriormente com a negativa dos EUA em manter o acordo.

Agencia Estado,

22 de julho de 2002 | 02h12

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