UE precisa deter contrabando de madeira, dizem ambientalistas

Proposta do comissário de meio ambiente para deter devastação de florestas tropicais é fraca, acusa ONG

AP,

17 de outubro de 2008 | 15h54

Os países da União Européia (UE) precisam tomar medidas mais duras para impedir as importações de madeira extraída ilegalmente para tentar salvar espécies raras das florestas tropicais e conter o efeito estufa, disse a principal autoridade ambiental do bloco de 27 países.   O comissário de Meio Ambiente Stavros Dimas revelou planos para tentar reduzir a rápida destruição das florestas do mundo à metade até 2020 - mas ambientalistas condenaram a proposta como inócua. Autoridades da UE já estão negociando acordos voluntários com Indonésia, Malásia e Gana para barrar da Europa a madeira extraída de áreas protegidas.   Dimas disse que as nações da UE poderiam alterar suas leis para permitir que importadores de madeira de fontes não sustentáveis sejam punidos com multa ou prisão. A UE não tem poderes para criar legislação penal.   Os planos do comissário incluem ainda uma recomendação de dinheiro extra para que países produtores de madeira sejam incentivados a preservar as florestas antigas e que os importadores passem a ser obrigados a provar  que a madeira vem de uma fonte legítima.   O grupo ambientalista Amigos da Terra disse que esses planos são "impotentes e é improvável que tenham um impacto significativo na redução do desflorestamento".   A UE se viu constrangida em 2006, quando sua comissão executiva reconheceu que madeira ilegal da Indonésia havia sido usada na reforma de sua sede em Bruxelas. O empreiteiro encarregado da obra foi multado em US$ 1.000 (R$ 2078) por não usar madeira certificada.

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