UFRJ mantém indefinição sobre reserva de vagas

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), maior das universidades federais, tem pouco tempo para decidir se adotará ou não a reserva de vagas já para o vestibular deste ano. O reitor, Aloísio Teixeira, defende que 20% das vagas sejam destinadas a estudantes egressos da rede pública, mas o Conselho de Ensino da Graduação (Ceg) já votou contra a implementação da medida para o próximo concurso.Cerca de 200 jovens do grupo Educafro, que oferece cursos para jovens pobres e defende o sistema de cotas, fizeram uma manifestação na quinta-feira para pressionar os conselheiros a aprovar o sistema. Para que a decisão conste no edital do vestibular 2005, é preciso correr contra o tempo, já que as regras costumam ser lançadas em agosto.O diretor da Educafro, frei David Santos, que luta pela aprovação ainda este ano, se reuniu com o reitor e saiu otimista. ?Ele me garantiu que a UFRJ ainda não tomou sua decisão?, afirmou Santos. Ele considera tímida a proposta do reitor ? que prevê, além da reserva de vagas, a oferta de mais cursos.O diretor da Educafro rechaça a alegação do Ceg, de que é necessário mais tempo para debater a questão. ?A UFRJ foi a primeira universidade que procuramos, há dez anos, para discutir a questão das cotas. Sempre achamos que seria a primeira a adotá-las. Essa omissão nos espanta?, criticou.Por enquanto, ainda tramita no Congresso o projeto de lei 3.627, que resguarda vagas para alunos oriundos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, nas universidades federais. Atualmente, instituições da Bahia, Paraná, Brasília, Minas e Alagoas adotaram as cotas.Ele defende que seja implantado na UFRJ omodelo da Universidade do Estado do Rio (Uerj). Lá, 20% das vagas são para negros, 20%, para alunos oriundos da rede pública, e 5%, para deficientes e índios.

Agencia Estado,

23 de julho de 2004 | 16h25

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