Um monstro mítico vai parar na lista de animais ameaçados

Um alto funcionário do governo sueco está querendo saber por que o conselho regional de Jaemtland colocou um monstro mítico na lista de espécies ameaçadas de extinção. O ombudsman do gabinete parlamentar, em Estocolmo, também pede que o tribunal de meio ambiente dessa província central explique o motivo pelo qual um empresário, que disse querer criar os filhotes do monstro, teve negada permissão para procurar os supostos ovos.?Durante uma inspeção de rotina das sentenças tribunal de meio ambiente, recentemente, em Jaemtland, chegamos a uma que chamou nossa atenção?, disse o ombudsman Nils-Olof Berggren à AP, hoje. ?Foi o tribunal de meio ambiente local, como instância superior do conselho regional, que rejeitou uma solicitação de um homem que queria procurar e cuidar dos ovos do monstro, provavelmente achando tratar-se apenas de uma brincadeira.?Mas Berggren também descobriu que existe uma decisão de 1986, ainda em vigor, colocando o monstro sob proteção, como espécie ameaçada.?Assim decidimos dar uma olhada para saber como se fez a lista e como ela é aplicada. Queremos saber se o monstro realmente precisa ser protegido ou se a decisão pode ser descartada?, disse Berggren.Ele acrescentou que pode levar de um a três meses até decidir-se sobre o próximo passo. O conselho regional e o tribunal ainda não haviam respondido até hoje.A lenda diz que uma serpente gigante, parecida com o monstro do lago Ness, na Escócia, vive há séculos no lago Storsjoen, o quinto maior lago da Suécia.Embora cerca de 500 pessoas afirmem tê-la visto, descrita por uma suposta testemunha como um animal com corpo de cobra e cabeça de cão e nadadeiras no pescoço, a serpente jamais foi fotografada.O monstro de Storsjoe foi mencionado pela primeira vez em um artigo impresso em 1635, quando Mogens Pedersen registrou a lenda sobre dois trolls (gigantes da mitologia escandinava) que estavam cozinhando uma mistura num caldeirão às margens do lago.Tendo cozido a mistura por muitos anos, o conteúdo do caldeirão começou a gemer e suspirar e houve uma explosão barulhenta.?Um animal estranho, com corpo de um réptil preto e cabeça de cão saltou do caldeirão e desapareceu no lago?, narra a crônica de Pedersen. ?O monstro gostou de viver lá, cresceu incrivelmente e passou a aterrorizar as pessoas que viviam nas margens... Com tão vagas evidências de sua existência, o ombudsman pediu, na semana passada, que a administração do condado de Jaemtland enviasse documentos sobre sua decisão de 1986 e sobre a negativa de permissão da procura dos ovos.Magnus Cedergren havia dito ao conselho que queria cuidar dos ovos de filhotes do monstro e transformá-los numa atração turística.?É minha idéia contribuir para o desenvolvimento econômico de Jaemtland, criando novas possibilidades para o turismo de aventuras?, ele diz em sua petição.A corte do meio ambiente rejeitou a solicitação respondendo que as regras de preservação locais estabelecem que ?é proibido matar, ferir ou capturar animais da espécie do monstro de Storsjoe?, ou ?danificar os ovos ou esperma do monstro ou levá-los de sua toca?.

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