Unicamp cria software para controlar nanorrobôs

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estão desenvolvendo um softwarecapaz de comandar a navegabilidade de nanorrobôs dentro do organismo humano. Robôs de proporções microscópicas, os nanorrobôs podem ser seis vezes menores que um glóbulo vermelho e apontam para uma vasta aplicação na medicina, como tratar doenças agindo diretamente sobre as células afetadas.O software Nanorobot Control Design (NCD), que está sendo desenvolvido pelo pesquisador Adriano Cavalcanti no Departamento de Microondas e Ótica (DMO) daFaculdade de Engenharia Elétrica e Computação (Feec) da Unicamp, se antecipa a uma geração futura de nanorrobôs.Quando prontos, os nanorrobôs poderão ser usados para promover cirurgias minimamente invasivas, tratar doenças como câncer, destruindo célula por célulacancerígena sem afetar os tecidos sadios, e diabetes, levando insulina sistematicamente ou reativando as células que produzem insulina. Segundo o pesquisador e professor da Feec Luiz Carlos Kretly, que participa dos estudos com Cavalcanti, o NCD está sendo projetado para operar dentro de cinco ou dez anos, com robôs microscópicos mais avançados. "Seria o mesmo que dizer, fazendo uma analogia com os sistemas de comunicação sem fio, que o software antecipa a operação de nanorrobôs de quarta geração, sendo que hoje ainda estamos na primeira", afirmou.Kretly lembrou que há estudos sobre o tema sendo desenvolvidos nos Estados Unidos, Europa e Japão. Ele afirmou que no Brasil a Unicamp é a primeira instituição de pesquisa a desenvolver projetos de nanorrobótica. "O software é uma antevisão de nanorrobôs ainda não existentes fisicamente", insistiu o professor, explicando que essa quarta geração somente estará disponível em pesquisas científicas em 5 ou 10 anos. O modelo de nanorrobô usado como referência por Cavalcanti tem 1.000 nanômetros de tamanho ou um micrômetro, uma de mil partes de um milímetro.

Agencia Estado,

14 de setembro de 2004 | 15h47

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