REUTERS/Paulo Whitaker
REUTERS/Paulo Whitaker

Único eclipse lunar total do ano poderá ser visto nesta madrugada

'Superlua' estará visível em todo o País durante 62 minutos; satélite natural ficará totalmente encoberto a partir das 2h41

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2019 | 17h38
Atualizado 20 Janeiro 2019 | 16h12

Boa parte do planeta poderá ver na madrugada da próxima segunda, 21, um eclipse lunar completo, com direito a "superlua". O fenômeno estará visível em todo o País,  se o céu não estiver nublado, e durará 62 minutos em sua fase total. Mas, para apreciá-lo, será preciso fazer corujão.

Pelo horário de Brasília, a Lua começará a entrar na sombra da Terra à 1h33, mas ficará encoberta totalmente só a partir das 2h41, permanecendo assim até 3h43, quando começa a sair da sombra. Às 4h51 a Lua já estará totalmente iluminada pelo Sol novamente.

Os eclipses lunares ocorrem quando a Lua penetra no cone de sombra da Terra, o que só pode acontecer na fase de Lua cheia, como explica Paulo Sergio Bretones, doutor em educação em astronomia e professor da Universidade Federal de São Carlos.

“A Terra gira ao redor do Sol num plano. Por exemplo, supondo que o Sol esteja no centro da face superior de uma mesa, a Terra se move em torno do Sol no nível desta superfície. Ao mesmo tempo a Lua gira em torno da Terra, mas o plano de órbita lunar é inclinado um pouco mais de 5º em relação à face da mesa”, ensina.

“Embora a Terra projete sempre a sua sombra não a percebemos porque geralmente a Lua passa acima ou abaixo da sombra. Assim, quando a Lua cruza o plano da órbita da Terra e, além disso, o Sol, a Lua e a Terra ficam alinhados, ocorre um eclipse lunar. A sombra da Terra projetada no espaço se estende em forma cônica por cerca de 1,38 milhão de quilômetros e com um diâmetro de cerca de 9 mil quilômetros na distância onde está a Lua”, complementa o pesquisador.

O eclipse desta vez ocorrerá com uma "superlua", nome que se tornou popular para explicar as situações em que o satélite está no seu ponto mais perto da Terra. “Como a Lua gira ao redor da Terra numa órbita elíptica, fica mais próxima no perigeu, que pode chegar a 356.400 km, e mais afastada, no apogeu, a até 406.700 km de nosso planeta”, ensina Bretones.

“Isso leva a uma pequena variação de tamanho angular e no seu brilho. Quando a Lua cheia ocorre perto do perigeu, a Lua pode ficar até 14% maior e 30% mais brilhante do que a Lua cheia do apogeu”, diz.

O fenômeno com essas duas características, totalmente visível no País e com superlua, só voltará a ocorrer em 2022. Neste ano, teremos cinco eclipses: três do Sol e dois da Lua. Somente este de segunda será totalmente visível no Brasil.

Veja a seguir galeria do evento de julho do ano passado.

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