Universidade de Stanford entra na era da clonagem terapêutica

A Universidade de Stanford, na Califórnia, anunciou sua intenção de extrair células-tronco de embriões humanos clonados, o que a converteria na primeira instituição de ponta dos Estados Unidos a lançar-se publicamente na investigação sobre clonagem humana para fins terapêuticos.As investigações, que começarão graças a uma doação privada e anônima de US$ 12 milhões, serão dirigidas, segundo comunicado oficial da universidade, por Irving Weissman, um dos mais respeitados especialistas nessa área. De antemão, Weissman se defende da possibilidade de clonar seres humanos: "Somos totalmente contra a clonagem reprodutiva", declarou ontem ao jornal USA Today.A técnica utilizada, "transferência de núcleo de células somáticas", será a mesma que originou a ovelha Dolly em 1996. O princípio consiste em fazer uma fusão de uma célula adulta com um óvulo do qual foi previamente extraído o núcleo, que contém material genético. Mas, em lugar de ser implantado em um útero, o embrião humano, que crescerá durante uns poucos dias, logo será destruído para que se possam extrair as células-tronco - uma forma de, um dia, "reparar" ou substituir órgãos danificados e também curar doenças hoje incuráveis.

Agencia Estado,

11 de dezembro de 2002 | 20h27

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