Peter Nicholls/Reuters
Peter Nicholls/Reuters

Universidade acha o que pode ser o mais antigo manuscrito do Alcorão

Escritos foram encontrados na biblioteca da instituição britânica e podem ter sido escritos por alguém que conheceu o profeta Maomé

O Estado de S. Paulo

22 Julho 2015 | 22h56

INGLATERRA - A Universidade de Birmingham, no Reino Unido, anunciou nesta quarta-feira, 22, ter encontrado fragmentos do que pode ser o manuscrito manuscritos do Alcorão mais antigo do mundo, com cerca de 1.370 anos de idade.

O manuscrito foi encontrado na biblioteca da universidade e pode ter sido escrito, segundo pesquisadores, por alguém que conheceu o profeta Maomé, já que a época coincide com o período da pregação do fundador do islamismo - acredita-se que ele tenha vivido entre os anos 570 e 632.

Os dois pequenos pedaços do manuscrito, escritos em pele de cabra ou carneiro, permaneceram na biblioteca da universidade por cerca de um século até que uma pesquisadora, Alba Fedeli, reparou na caligrafia particular do documento. Ele era mantido junto com uma coleção de outros livros e papéis sobre o Oriente Médio, sem ser identificado.

A instituição decidiu, então, mandar um pedaço de amostra para a Universidade de Oxford para exames com carbono, para determinar a data das escrituras. David Thomas, professor de Cristianismo e Islamismo em Birmingham, disse que ele e outros pesquisadores ficaram atordoados ao descobrir a origem dos manuscritos quando eles voltaram da análise. "Os escritos poderiam nos levar para poucos anos depois da verdadeira fundação do Islã", afirmou o professor. / COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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