Universidade mexicana faz alerta sobre iminente 'Era de gelo'

Período que duraria entre 60 e 80 anos como conseqüência de uma diminuição da atividade solar

Efe

15 de agosto de 2008 | 21h12

A Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) previu nesta sexta-feira, 15, que o planeta Terra está perto de uma "pequena Era de gelo" que duraria entre 60 e 80 anos como conseqüência de uma diminuição da atividade solar. O trabalho da Unam foi apresentado pelo pesquisador do Instituto de Geofísica desse centro, Víctor Manuel Velasco Herrera, em um ato público em que foi defendido que a recente ruptura da geleira argentina Perito Moreno, incomum por ter ocorrido em pleno inverno, não foi devido à mudança climática. segundo ele, se trata de um processo natural provocado pela temperatura e pela precipitação do rio. O especialista disse na conferência "Los derrumbes del Glaciar Perito Moreno" ("A destruição da geleira Perito Moreno", em tradução livre) que este tipo de fenômeno natural ocorre a cada dois ou quatro anos, "ainda no inverno". Depois, Velasco afirmou que as previsões do Intergovernamental Panel on Climate Change (IPPC), onde se informa que a temperatura vai aumentar por causa da mudança climática, são errôneas. "São incorretos porque se baseiam apenas em modelos matemáticos e apresentam resultados em cenários que não incluem, por exemplo, a atividade solar", disse. Ele acrescentou que dentro da mudança climática há fatores internos como os vulcões e a atividade humana, e externos como a solar. "Curiosamente o astro nunca foi visto como um agente de esfriamento, mas de aquecimento, mas tem os dois papéis", apontou. Segundo ele, atualmente o mundo vive uma etapa de transição onde a atividade solar diminui consideravelmente, "portanto, em dois anos aproximadamente, haverá uma pequena Era de gelo que durará de 60 a 80 anos", e a conseqüência imediata disso será a seca. "Neste século as geleiras vão aumentar", como se pode observar na cordilheira dos Andes e em Perito Moreno.

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