Uruguaios descobrem fóssil do maior roedor do mundo

Animal teria pesado quase uma tonelada; parente mais próximo hoje seria a capivara.

Matt McGrath, BBC

16 de janeiro de 2008 | 08h31

Uma equipe de cientistas uruguaios anunciou o descobrimento de restos fossilizados do maior roedor conhecido do mundo. De acordo com artigo publicado na revista especializada britânica Proceedings of the Royal Society, Biological Sciences, os pesquisadores calculam que o animal, que batizaram de Josephoartigasia monesi, pesava quase uma tonelada. A imagem acima compara a escala do crânio ao corpo de um roedor moderno.O crânio do roedor, que mede cerca de 50 centímetros de comprimento, foi descoberto por um paleontologista amador há vários anos, na região do Rio da Prata. O fóssil permaneceu durante três anos no Museu Nacional de História Natural e Antropologia, na capital uruguaia, Montevidéu, até que fosse analisado. Acredita-se que o animal, cujo tamanho pode ter sido semelhante ao de um hipopótamo moderno, viveu há cerca de 4 milhões de anos. Vegetariano Os dentes mediam vários centímetros de comprimento, mas tudo parece indicar que se tratava de um animal vegetariano. "Muita gente pensa que os ratos são animais horríveis", disse Rudemar Ernesto Blanco, um dos integrantes da equipe chefiada pelo biólogo Andrés Rinderknecht. "Mas acho que este roedor se parecia mais com uma capivara sul-americana", acrescentou. A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é o maior roedor dos nossos dias, mas é muito menor do que o seu possível parente pré-histórico: tem apenas 1,5 metro de comprimento e só chega a pesar cerca de 60 quilos.  BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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