Marcelo Zuffo
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USP cria ventilador pulmonar que pode ajudar no tratamento ao novo coronavírus

Aparelho foi concebido com tecnologia nacional e pode começar a ser fabricado assim que houver aprovação da Anvisa

Renato Vieira, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2020 | 21h07
Atualizado 21 de abril de 2020 | 14h46

Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um ventilador pulmonar que deve ajudar no tratamento do novo coronavírus. Batizado como INSPIRE, o equipamento pode suprir a falta de respiradores no Brasil neste momento da pandemia. O aparelho foi concebido com tecnologia nacional e pode começar a ser fabricado assim que houver aprovação da Anvisa.

“O ventilador provê a pressão e vazão necessária para as manobras protetoras do tecido pulmonar”, explica Raúl Gonzalez Lima, professor Titular da Poli-USP e especialista em Engenharia Biomédica que é um dos coordenadores do projeto. Inicialmente, o aparelho foi testado em animais na própria USP. Posteriormente, foram realizados estudos com quatro seres humanos no INCOR. O resultado servirá de base para que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorize a fabricação. 

O projeto é aberto, mediante licença de distribuição. “A observância é importante para que não haja uso indevido dessa tecnologia. Apesar da emergência, existe um cuidado da USP”, afirma Marcelo Knörich Zuffo, professor Titular da Poli-USP e coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da USP que também coordena o projeto.

A empresa que estiver apta a fabricar o ventilador, seguindo os preceitos da Anvisa, deve gastar entre US$ 100 e US$ 200 (equivalente a valores entre R$ 530 e R$ 1.060), fora os custos de logística e distribuição. Os pesquisadores também pensam em licenciar a produção a outros países, mas ressaltam que a USP não tem interesse em ganhos econômicos com o projeto; “Nosso compromisso é com a vida”, salienta Zuffo.

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