Vaticano abre parte de seus arquivos secretos à imprensa

Revista italiana publica reportagem sobre o material, que traz revelações inéditas sobre o Concílio Vaticano II

Ansa,

08 de janeiro de 2009 | 15h59

Em uma decisão inédita, o Vaticano liberou à imprensa o acesso a documentos mantidos em seu arquivo secreto dos papas.   Na edição que deve chegar às bancas da Itália nesta sexta-feira, 9, a revista Panorama traz uma longa reportagem sobre estes documentos, que puderam ser consultados por um repórter e retratados por um fotógrafo da publicação.   Um dos destaques do acervo, conservado em salas construídas no subsolo da Cidade do Vaticano, são revelações inéditas sobre os bastidores das discussões para a aprovação do Concílio Vaticano II.   Debatido por 2.500 bispos entre 1962 e 1965, o Concílio Vaticano II levou profundas mudanças à Igreja Católica, dentre as quais a proclamação do direito à liberdade religiosa, o reconhecimento de outros credos, mudanças na hierarquia da instituição e a reforma litúrgica, em que o latim deixou de ser o idioma usado nas missas.   Arquivado em mais de duas mil pastas, o material revela, por exemplo, que o bispo francês Marcel Lefebvre, que era tradicionalista e contrário às mudanças propostas pelo Concílio Vaticano II, acabou assinando todos os textos de conclusão do evento.

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