Vaticano acusa mídia italiana por falsos relatórios antes do conclave

O Vaticano acusou a mídia italiana neste sábado de espalhar relatórios "falsos e prejudiciais" em ação que classificou como uma tentativa deplorável de influenciar os cardeais que se reunirão em um conclave secreto no próximo mês para eleger um novo papa.

PHILI, Reuters

23 Fevereiro 2013 | 13h21

Desde que o Papa Bento XVI anunciou sua renúncia em 11 de fevereiro, os jornais italianos têm publicado matérias com rumores sobre conspirações, relatórios secretos e lobbies no Vaticano que eles afirmam terem levado o papa a abdicar.

"É deplorável que, ao aproximar-se o momento do início do conclave ... que haja uma distribuição generalizada de notícias muitas vezes não confirmadas, não verificadas ou completamente falsas que causam sérios danos a pessoas e instituições", disse o Vaticano em declaração.

Os relatórios italianos mostraram um retrato pouco lisonjeiro da administração central do Vaticano, como é conhecida a Cúria, descrevendo-o como sendo cheio de prelados mais preocupados com suas carreiras do que servir a Igreja ou o Papa.

Alguns oficiais da igreja, falando reservadamente, disseram que cardeais estrangeiros que vêm a Roma para escolher o próximo papa foram alertados sobre relatos de corrupção e podem estar inclinados a eleger alguém que não está conectado com a Cúria, que é predominantemente italiana.

O comunicado do Vaticano disse que as matérias da imprensa italiana são uma tentativa de influenciar o resultado do parecer do conclave através da opinião pública negativa muito parecido com Estados e os reis que tentaram influenciar eleições papais séculos atrás.

O papa anunciou que vai renunciar em 28 de fevereiro, tornando-se o primeiro pontífice a abdicar em cerca de seis séculos.

O papa Bento, de 85 anos, disse que sua saúde já não lhe permite conduzir a 1,2 bilhão de membros da Igreja Católica Romana como ele gostaria.

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