Vaticano condena liberação de pesquisas com células-tronco

Entidade reiterou a importância de 'zelar pela dignidade da pessoa em todas as fases de sua existência'

Efe,

09 de março de 2009 | 18h37

O Vaticano recebeu nesta segunda-feira, 9, "com preocupação" a suspensão nos Estados Unidos das restrições ao uso de verbas federais para pesquisas com células-tronco embrionárias, e seu jornal - L'Osservatore Romano - reiterou a importância de "zelar pela dignidade da pessoa em todas as fases de sua existência". Veja também: Obama suspende restrições a estudo com células-tronco Decisão sobre células-tronco será mundial, diz geneticista Entenda o uso das células-tronco "O reconhecimento da dignidade pessoal deve se estender a todas as fases da existência do ser humano. Sobre este pensamento se baseia uma democracia real, capaz de reconhecer a igualdade de todos os homens e de impedir qualquer discriminação injusta baseada em seu desenvolvimento ou em suas condições de saúde", defende. Em artigo escrito pelo diretor do Centro de Bioética da Universidade Católica de Roma, Adriano Pessina, que aparecerá na edição de amanhã, mas que foi antecipado hoje à imprensa, o jornal da Santa Sé ressalta que o embrião deve ser tratado "desde o princípio pelo que é, uma pessoa". No sábado passado, o vespertino já publicou as críticas dos bispos americanos à medida sancionada hoje pelo presidente Barack Obama - que eles chamaram de "profundamente imoral e supérflua" - e lembrou a oposição da Igreja à pesquisa com células-tronco embrionárias. "Uma vez ultrapassada a fundamental linha moral que nos impede de tratar os seres humanos como meros objetos de pesquisa, não haverá um ponto de parada", afirmaram os bispos dos EUA.

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