Vaticano considera desculpas de Williamson insuficientes

Bispo que negou o Holocausto pediu desculpas pelas declarações à Igreja e às famílias das vítimas de Hitler

Efe

27 de fevereiro de 2009 | 13h15

O Vaticano considerou insuficiente a retratação do bispo lefebvriano Richard Williamson sobre seus comentários nos quais negava a existência do Holocausto. Nesta sexta-feira, 27, o porta-voz da Santa Sé Federico Lombardi exigiu que o religioso se distancie de forma inequívoca e pública de suas posições sobre o genocídio de judeus na Segunda Guerra Mundial. Williansom recuou em seus comentários ontem, após ter sido expulso da Argentina e voltar para o Reino Unido. Veja também: Judeus alemães rejeitam desculpa de bispo que nega Holocausto  Perguntas e respostas: A polêmica do bispo que nega o Holocausto  Vídeo: A polêmica entrevista do bispo Williamson Blog de Richard Williamson   Segundo o porta-voz, a retratação de Williamson é genérica e equívoca. Williamson disse ontem em comunicado divulgado pela agência católica "Zenit" que pede "perdão perante Deus a todas as almas que ficaram honestamente escandalizadas pelo que disse"."Posso dizer verdadeiramente que lamento ter dado estas declarações. Além disso, se soubesse com antecipação todo o dano e os ferimentos que provocariam, especialmente à Igreja, mas também aos sobreviventes e entes queridos das vítimas de injustiça sob o Terceiro Reich, não as teria feito", completou o bispo.Há quatro meses, a emissora sueca"Svt" divulgou uma  entrevista, gravada em novembro na Alemanha, na qual Williamson negava que as câmaras de gás nazistas tivessem sido usadas para exterminar os judeus e disse que no Holocausto não morreram 6 milhões de pessoas, mas entre 300 mil e 400 mil. Esta entrevista foi divulgada no mesmo dia em que o papa Bento XVI assinava o decreto de levantamento das excomunhões contra ele e outros quatro bispos seguidores de Marcel Lefebvre.

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