Vaticano decide manter fechada a tumba de São Paulo

Medidas para confirmar a presença da ossada do santo no local não serão tomadas neste ano

Ansa,

21 de janeiro de 2008 | 14h46

O túmulo de São Paulo, fechado há cerca de dois mil anos, não será aberto nem mesmo por ocasião do Ano de São Paulo, proclamado pelo papa Bento XVI e que acontecerá de 28 de junho de 2008 a 29 de junho de 2009, em comemoração aos dois mil anos do nascimento do apóstolo.   O próprio papa decidiu manter o túmulo fechado, já que seria uma operação muito delicada abri-lo sem causar danos ao baldaquino (cúpula sustentada por quatro colunas e usada para enfeitar tronos, leitos, etc) construído pelo escultor romano Arnolfo di Cambio.   A informação foi divulgada em uma entrevista coletiva no Vaticano, pelo cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo, arcebispo da Basílica de São Paulo Extramuros, local em que se encontra o túmulo do apóstolo e que abrigará, a partir de 28 de junho, uma série de encontros ecumênicos, celebrações e iniciativas culturais.   "Em dois mil anos o túmulo nunca foi aberto, ainda que se concorde de forma unânime que ele contém os despojos do santo", disse o cardeal, acrescentando que conversou com Bento XVI sobre a realização de um "reconhecimento" dos restos mortais de São Paulo por meio de técnicas modernas, mas que decidiram "não realizar nenhum passo em 2008".   O túmulo é cercado por um muro, que provavelmente tinha a função de protegê-lo das inundações do rio Tevere. Sobre ele foram mais tarde construídos um altar e o baldaquino. Escavações recentes permitiram descobrir um dos lados da tumba de mármore. Isso será tudo o que poderão ver peregrinos e turistas, cujo número de visitas esperadas durante o Ano de São Paulo é de cinco a seis mil por dia.   Os patriarcas das Igrejas Ortodoxas do Oriente foram convidados para a inauguração do ano em uma carta assinada pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho para a Unidade dos Cristãos.   O patriarca Alessio II, de Moscou, ainda não deu resposta, enquanto Bartolomeu, de Constantinopla (Istambul) já confirmou sua presença.   Os judeus não participarão do evento de abertura, pois acontecerá em um sábado, mas em honra ao apóstolo, que antes de se converter ao cristianismo foi um judeu chamado Saulo, será assinado um convênio judaico-cristão na Universidade Gregoriana.

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