Vaticano defende presença em conferência sobre racismo

Mesmo criticando o discurso do presidente do Irã na reunião, Santa Sé diz que a reunião é importante

20 de abril de 2009 | 16h19

O Vaticano disse, nesta segunda-feira, 20, que a fala do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na conferência das Nações Unidas sobre racismo foi "extremista e inaceitável". Mas a Santa Sé defendeu sua presença na reunião, contestando críticas de grupos judeus.

 

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o encontro da ONU é "uma importante ocasião para levar adiante a luta contra o racismo e a intolerância".

 

A conferência foi manchada em sua abertura nesta segunda-feira, quando Ahmadinejad disse que o Holocausto é um "pretexto" para a agressão contra os palestinos, o que levou os diplomatas europeus presentes a deixar o recinto. Lombardi disse que a delegação do Vaticano permaneceu na sala.

 

Em nota, o porta-voz disse que Ahmadinejad não negou o Holocausto ou o direito de Israel à existência. Mas Lombardi disse que ele teve "expressões extremistas e inaceitáveis".

 

No domingo, 19, o papa Bento XVI endossou a conferência como "importante iniciativa" na luta contra o racismo, o que atraiu críticas do principal rabino de Roma, Riccardo Di Segni.

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