Vaticano diz que fiéis devem evangelizar não-católicos

Nota rejeita o 'relativismo' que vê a busca da conversão de não-católicos como um 'atentado à liberdade'

Ansa,

14 de dezembro de 2007 | 14h26

O Vaticano publicou uma Nota Doutrinária que reafirma o dever de todos os fiéis de evangelizar os não-católicos, incluindo membros de outras religiões cristãs. Pregar o Evangelho aos não-católicos não significa ter "atitudes de intolerância" nem é um "perigo para a paz", além de ser "um dever e também um direito irrenunciável", diz a nota.   Intitulado Nota Doutrinária sobre Alguns Aspectos da Evangelização, o documento foi aprovado em 6 de outubro pelo papa Bento XVI e define os termos da missão evangelizadora da Igreja Católica, particularmente em relação ao "respeito à consciência e à liberdade religiosa de todos".   A nota, assinada pelo atual prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, cardeal William Levada, aborda as implicações antropológicas, eclesiásticas e ecumênicas da evangelização e rejeita "as teorias de cunho relativista que querem justificar o pluralismo religioso", segundo as quais o ato de evangelização da Igreja seria "um atentado à liberdade dos outros".   "O respeito pela liberdade religiosa e sua promoção não devem de modo algum nos tornar indiferentes à verdade e ao bem", diz a nota.   Em sua conclusão, o documento declara que "relativismos de hoje no âmbito religioso não são um motivo válido para faltar a esse fascinante compromisso (da evangelização), que pertence à própria natureza da Igreja e é sua tarefa primária".

Tudo o que sabemos sobre:
vaticanocatolicismoigreja católica

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.