Vaticano diz que missa não deve ter 'pregação particular'

Leituras bíblicas não autorizadas devem ser evitadas pois pregação ocorre 'em nome de toda Igreja'

Ansa

28 de novembro de 2008 | 14h56

As leituras não bíblicas ou não autorizadas pelo papa devem ser evitadas nas missas, afirmou nesta sexta-feira, 28, o cardeal Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Em entrevista à Rádio do Vaticano, o cardeal especificou que é necessário proceder deste modo pois a missa "não é uma pregação particular", mas sim uma "pregação em nome de toda a Igreja". Antecipando temas que serão discutidos amanhã durante a jornada de estudo sobre a Palavra de Deus, organizada pela Congregação para o Culto Divino, Arinze disse também que as leituras devem ser "bem proclamadas" e que se deve levar em conta a acústica do local. "É preciso corrigir quando os textos utilizados são folhas soltas e não páginas de um livro. Depois, é preciso corrigir também algumas pessoas que costumam introduzir textos que não são Sagradas Escrituras. Mesmo sendo textos de santos, alguns não são, no entanto, textos aprovados para a Santa Missa. No Breviário está previsto que uma segunda leitura possa ser de um santo ou de um escritor eclesiástico, mas sempre com a condição de que seja um texto aprovado pelo Santo Padre", disse o cardeal. "A Palavra de Deus", explica ainda Arinze, "deve ser bem proclamada na assembléia litúrgica, especialmente na missa. Isso quer dizer que quem a lê deve se preparar bem. Quem lê deve fazê-lo de modo que as pessoas possam acompanhar. Portanto, não se pode ler de maneira muito rápida, não se deve concentrar a atenção em si mesmo. Apenas a palavra de Deus deve estar no centro".

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