Vaticano marca início de inspeção dos Legionários de Cristo

Congregação reconheceu que seu fundador, acusado de abusos sexuais, teve uma filha com uma amante

EFE,

09 de julho de 2009 | 16h41

Começará em 15 de julho a inspeção ordenada pelo papa nos Legionários de Cristo, congregação fundada pelo padre mexicano, já falecido, Marcial Maciel, que foi durante muito tempo acusado de cometer abusos sexuais contra seminaristas e que, recentemente, tornou-se suspeito de ter gerado uma filha com uma amante.

 

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O início das inspeções nos centros da Legião foi comunicado ao superior da congregação, o mexicano Álvaro Corcuera, pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone.

 

Os "visitadores", como são chamados os inspetores no jargão eclesiástico, entregarão, ao final dos trabalhos, um relatório ao Vaticano, que por sua vez "emitirá disposições oportunas para a congregação", segundo nota divulgada pelos Legionários.

 

A inspeção, ou "visita apostólica", foi ordenada por Bento XVI em março. Bertone disse que os Legionários "sempre" poderão contar com a ajuda da Santa Sé "para que, através da verdade e da transparência, em um clima de diálogo fraterno e construtivo, superem-se as dificuldades existentes".

 

A inspeção foi anunciada menos de dois meses depois de os Legionários de Cristo terem reconhecido que Maciel - que morreu há um ano, aos 87 anos de idade - teve uma amante e uma filha. Em 2006, o fundador da congregação já havia sido punido por Bento XVI, após uma série de denúncias de que teria abusado sexualmente de seminaristas.

 

A Legião foi fundada por Maciel no México, em 1941, que então tinha 20 anos. Seus estatutos foram aprovados pelo Vaticano em 1983.

 

Hoje, fazem parte da congregação 800 padres e 2.600 seminaristas. Ela está estabelecida em 18 países. A Associação  Regnum Christi, que reúne legionários leigos, tem 70 mil membros.

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