Vaticano se queixa na ONU de ataques a críticos de gays

As pessoas que criticam as relações de homossexuais, por razões religiosas ou morais, estão cada vez mais sendo atacadas ou difamadas por causa de seus pontos de vista, disse na terça-feira um diplomata do Vaticano no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

REUTERS

22 Março 2011 | 18h27

O arcebispo Silvano Tomasi declarou que a Igreja Católica Romana acredita que a sexualidade humana é um presente reservado a casais heterossexuais casados. Mas aqueles que expressam esse ponto de vista estão tendo de enfrentar uma "tendência perturbadora", segundo Tomasi.

"Pessoas estão sendo atacadas por adotar posições que não apoiam o comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo", disse ele na atual sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

"Quando elas expressam suas crenças morais ou crenças sobre a natureza humana... elas são estigmatizadas, e pior --- são vilipendiadas e processadas."

"Esses ataques são violações de direitos humanos fundamentais e não podem ser justificados em nenhuma circunstância", disse Tomasi.

Nos últimos anos, a Igreja Católica vem entrando cada vez mais em confronto com governos sobre leis de igualdade sexual. Na Grã-Bretanha, a instituição teve de encerrar serviços de adoção porque se recusou a permitir que casais do mesmo sexo adotassem órfãos sob seus cuidados.

(Reportagem de Tom Heneghan)

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