Vereador é preso acusado de furto de madeira

Em uma operação envolvendo as polícias Federal, Militar e Civil foram presos em Rio Bonito do Iguaçu, no oeste do Paraná, duas pessoas acusadas de formação de quadrilha, crime ambiental, furto de madeira, receptação e extorsão.Um dos presos é o vereador Antonio Adenilson Barbosa (PT), que responde a outros sete processos, por estupro, furto e ameaça, além de ter sido preso por porte ilegal de armas. Ele foi levado na terça-feira para a superintendência da PF em Curitiba.Barbosa e Armando Cleomar Brezizinski são apontados como líderes de um grupo de pessoas que tem se caracterizado pela violência em um acampamento de sem-terra numa área que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) comprou da Madeireira Araupel para montar um assentamento.Barbosa rompeu com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) em 1997. No acampamento, que ocupa 1.300 hectares, estão cerca de 140 famílias.De acordo com o delegado de Laranjeiras do Sul, Lino Lopes, o grupo de Barbosa implantou um clima de terror no local. Ele morava no acampamento até ser eleito vereador e mudar-se para a cidade, mas continuaria dando as cartas no local."Muitos de seu grupo vêm de Foz do Iguaçu e não tem nenhuma ligação com a terra", disse o delegado.Desde março as polícias intensificaram o trabalho de fiscalização no local, onde o grupo do vereador teria desmatado 120 hectares de pinus e araucárias e vendido para madeireiros de oito municípios. Com o dinheiro, eles financiariam outras atividades ilegais.Ao ser preso, Barbosa disse que ele havia tinha feito as denúncias de desmatamento ao Incra. O superintendente do órgão no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, afirmou que ele denunciou depois de a polícia ter descoberto seu envolvimento."É um álibi que ele tentou", disse Lacerda. Ele pretende pedir a reintegração de posse daquela área para iniciar o processo de assentamento."É um bando de bandidos travestidos de sem-terra", afirmou.O líder dos sem-terra na região Elemar Cezimbra espera que a operação policial continue. "O grupo é grande", acentuou. "Estão armados e já executaram pessoas que não quiseram vender lotes para eles."

Agencia Estado,

29 de junho de 2005 | 10h24

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